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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Tony Meléndez



Deus realiza maravilhas em nossa vidas e na de nossos irmãos espalhados por esse mundo afora. Esse vídeo emocionante mostra  uma dessas histórias, a de Tony Mélendez. É de arrepiar!!!

Amor de pai.

Oitenta e cinco vezes, Dick Hoyt empurrou seu filho deficiente, Rick, por 42 quilômetros em maratonas. Oitenta vezes, ele não só empurrou seu filho os 42 quilômetros em uma cadeira de rodas, mas também, o rebocou por quatro quilômetros em um barquinho enquanto nadava e pedalou 180 quilômetros, com ele sentado em um banco no guidão da bicicleta, tudo isso em um mesmo dia.

Dick também o levou em corridas de esqui, escalou montanhas com ele às costas e chegou a atravessar os Estados Unidos rebocando-o com uma bicicleta.

E o que Rick fez por seu pai?

Não muito, exceto salvar sua vida.

Esta história maravilhosa de amor começou em Winchester, nos EUA, há quarenta e três anos, quando Rick foi estrangulado pelo cordão umbilical durante o parto, ficando com uma lesão cerebral permanente e incapacitado de controlar os membros de seu corpo.

– “Ele irá vegetar pelo resto de sua vida”, disse o médico para Dick e sua esposa Judy, quando Rick tinha nove meses.

– “Vocês devem interná-lo em uma instituição”, complementou o médico.

Mas, o casal não acreditou. Eles repararam como os olhos de Rick seguiam os dois pelo quarto.

Quando Rick fez onze anos eles o levaram ao departamento de engenharia da Tufts University e perguntaram se havia algum jeito do garoto se comunicar.

– “Não há jeito, seu cérebro não tem atividade alguma”, disseram a Dick.

– “Conte uma piada para ele”, Dick desafiou.

Eles contaram e Rick riu.

Na verdade, tinha muita coisa acontecendo no cérebro de Rick.

Usando um computador adaptado para ele poder controlar o cursor tocando com a cabeça um botão no encosto de sua cadeira, Rick, finalmente foi capaz de se comunicar.

Suas primeiras palavras?

– “Go Bruins!”, o grito da torcida, dos times da Universidade da Califórnia.

Depois que um estudante ficou paralítico em um acidente e a escola em que estudava decidiu organizar uma corrida para levantar fundos para ele, Rick digitou:

– “Papai, quero participar”.

Isso mesmo. Mas como Dick poderia, justo ele, que considerava a si mesmo um “leitão”, que nunca tinha corrido mais que um quilômetro de cada vez, como poderia empurrar seu filho por 8 quilômetros?

Mesmo assim, ele tentou.

– “Daquela vez eu fui o inválido”, lembra Dick.

– “Fiquei com dores durante duas semanas”.

Porém, aquilo mudou a vida de Rick. Ele digitou em seu computador:

– “Papai, quando você corria eu me sentia como se não fosse mais portador de deficiências”.

O que Rick disse, mudou também a vida de Dick. Ele ficou obcecado por dar a Rick essa sensação quantas vezes pudesse. Começou a se dedicar tanto para entrar em forma que ele e Rick estavam prontos para tentar a Maratona de Boston em 1979.

– “Impossível!”, disse um dos organizadores da corrida.

Pai e filho não eram um só corredor e também não se enquadravam na categoria dos corredores em cadeira de rodas. Durante alguns anos, Dick e Rick simplesmente entraram na multidão e correram de qualquer jeito.

Finalmente, encontraram uma forma de entrar oficialmente na corrida. Em 1983, eles correram tão rápido em outra maratona, que o tempo obtido por eles permitia qualificá-los para participar da maratona de Boston no ano seguinte.

Depois, alguém sugeriu que tentassem um Triatlon.

Como poderiam?!

Dick nunca soube nadar e não andava de bicicleta desde os seis anos de idade, como rebocaria seu filho de cinqüenta quilos em um Triatlon?

Mesmo assim, Dick tentou.

Hoje, ele já participou de duzentos e doze Triatlons, inclusive, quatro cansativos Ironmans de quinze horas de duração, no Havaí.

Deve ser demais, para alguém com seus vinte e cinco anos de idade, ser ultrapassado por um velho rebocando um adulto em um barquinho, você não acha?

Então por que Dick não competia sozinho?

– “De jeito nenhum”, ele diz.

Dick faz tudo isso apenas pela sensação que Rick pode ter e demonstrar com seu grande sorriso, enquanto correm, nadam e pedalam juntos.

Em 2006, aos sessenta e cinco e quarenta e três anos de idade respectivamente, Dick e Rick completaram a vigésima quarta Maratona de Boston na posição 5.083, entre mais de vinte mil participantes.

Seu melhor tempo?

Duas horas e quarenta minutos, em 1992, apenas trinta e cinco minutos a mais que o recorde mundial que, caso você não saiba, foi batido por um homem que não empurrava ninguém numa cadeira de rodas enquanto corria.

– “Não há dúvida”, digita Dick, “meu pai, é o pai do século”.

E Dick também ganhou algo com isso. Há dois anos, ele teve um leve ataque cardíaco, durante uma corrida. Os médicos descobriram que uma de suas artérias estava 95% entupida. Os médicos disseram que se ele não tivesse se dedicado para entrar em forma, é provável que já teria morrido, uns quinze anos antes. De certa forma, Dick e Rick salvaram a vida um do outro.

Rick, que hoje tem seu próprio apartamento (ele recebe cuidados médicos) e trabalha em Boston, e Dick, que se aposentou do exército e mora em Holland, Massachussets, sempre acham um jeito de ficarem juntos. Eles fazem palestras em todo o país e participam de corridas, nos finais de semana.

Em todo dia dos pais, Rick sempre paga um jantar para seu pai, porém, o que ele mais desejaria fazer pelo seu pai, é um presente que ninguém poderia comprar.

“Eu gostaria...”, digita Rick, “...de um dia poder empurrar meu pai na cadeira, pelo menos uma vez”.

"Um homem não morre quando deixa de existir e sim quando deixa de sonhar".

     Fonte: Sports Illustrated - Rick Reilly

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Padre Damião de Veuster


Nasce no dia 3 de Janeiro de 1840 na aldeia de Tremelo, perto da cidade de Lovaina. na Bélgica Sétimo de oito filhos de uma família de camponeses. Chama-se Joseph de Veuster.
No dia 2 de Fevereiro de 1859 entra na Congregação dos Sagrados Corações. O jovem Joseph recebe o nome de Damião.
Em 1863, o seu Irmão Pânfilo, Sacerdote da mesma Congregação Religiosa, era escolhido para ir como Missionário para as ilhas do Hawai, mas a epidemia do Tifo que alastrava na Europa, aceifou-lhe a vida antes de ele poder partir.
Damião escreveu mediatamente ao Superior da Congregação, pedindo-lhe para substituir o seu Irmão. O pedido foi aceito. Esta foto foi tirada nessa altura.
Damião embarca em Brême, na Alemanha. A sua coragem deixa a população surpresa. Desde Brême até às ilhas do Hawai, a viagem marítima do Pe. Damião de Veuster durou nada menos que 148 dias, sem escala. Desembarca em Honolulu em 19 de Março de 1864.
Tendo permanecido 9 anos na ilha do Hawai, em Março de 1873, o Pe. Damião ofereceu-se voluntariamente para ir assistir os leprosos que então eram deportados para a ilha do Molokai – a Colônia dos Leprosos.
Depois de ter vivido algum tempo numa simples cabana, o missionário construiu uma casa em madeira, onde toda a gente ocorria em busca de ajuda material e espiritual. Os leprosos já sentiam a presença de alguém que os amava.
Com a ajuda dos leprosos mais fortes, Pe. Damião construiu casas, aumentou as instalações do hospital. Abriu uma loja onde os leprosos podiam abastecer-se gratuitamente. Levou a sua gente a cultivar a terra. Com os leprosos, o Pe. Damião constrói uma aldeia, organiza serviços de entre ajuda, monta um orfanato.
Em 1887, o Pe. Damião teve os primeiros sintomas de lepra: umas manchas na pele e a falta de sensibilidade nos pés. Os exames do laboratório confirmaram a terrível doença: estava leproso.
No dia 15 de Abril de 1889, o missionário "louco" do Molokai expirava na sua casinha, cansado, mas feliz. Tinha 49 anos, tendo vivido 16 anos na ilha do Molokai.
Em 1936, a pedido do governo Belga, os restos mortais do Pe. Damião de Veuster foram transladados para a sua pátria natal, pelo Navio-Escola Mercator. O missionário leproso de Molokai foi declarado Herói Nacional.
Admirado pelo mundo inteiro, o Pe. Damião é o único não americano que tem uma estátua em Washington, na galeria dos Heróis da América.
Em 1954 diversos grupos Belgas de ajuda aos leprosos unem-se e criam a Associação Belga Pe. Damião, que atua hoje em mais de 25 países, curando mais de 400.000 leprosos por ano.
Pe. Damião também foi eleito em 1º de dezembro de 2005 "o maior belga de todos os tempos" pela televisão aberta (VRT)
No domingo 11 de outubro de 2009, o papa Bento XVI declarou Pe. Damião santo dizendo: "Sua perfeição, na lógica da fé, às vezes humanamente incompreensível, não consiste em colocar a si mesmo no centro, mas em escolher andar contra a corrente, vivendo segundo o Evangelho", explicou o Papa, ao comentar a Liturgia deste domingo. 
Destacou também que: "São Damião nos arrasta para a opção pelos bons combates, não aqueles que trazem divisão, mas aqueles que unem. Convida-nos a abrir os olhos para as lepras que desfiguram a humanidade de nossos irmãos e clamam também hoje, para além de nossa generosidade, a caridade de nossa presença servidora", afirmou o Pontífice. 
 (Texto escrito por Mercio Cezar Basso com algumas modificações minhas)
(Para adquirirem o filme sobre o Pe. Damião cliquem aqui)

Por um mundo melhor...


Com tanta desesperança e pessimismo que paira no ar devido aos noticiários que só mostram crimes bárbaros, notícias de roubo, estupro, pedofilia, entre outros, escreverei  aqui no blog , pequenas histórias de pessoas que mudaram algo ou sonharam em fazer deste planeta Terra um lugar melhor para se viver. Espero que tantas histórias maravilhosas nos sirvam de motivação para lutarmos por um mundo melhor...